Ela se odeia, tudo que é e tudo que foi. Odeia não conseguir
gritar, não conseguir quebrar todos esses espelhos que não refletem
nada, além de uma imagem pálida com olhos mortos...uma verdadeira
zumbie, uma maldita zumbie, que não vive, apenas sobrevive, e se
arrasta pela cidade, como um maldito verme parasita.
Mas mesmo se odiando tanto, ela ainda agradeçe por estar vida,
reza todas as noites pedindo ajuda e proteçao para quem ela ama,
mas quase nunca pede nada para si, porque acha que não merece.
segunda 28 novembro 2011 17:03
Cansada de tudo que à cerca, se reprimiu tanto que agora
se afogou em si mesma. Sufocada pela multidao, o sorriso que sempre
esteve presente em sua face começa à desaparecer, mas tudo bem
ninguem percebeu..
Alguns acham que esse é seu jeito, outros fingem que se
importam, mas na verdade eles nem à enxergam.Só conseguem ver si
mesmos e seu próprio ego, egoístas, se acham melhor do que qualquer
um.
quarta 23 novembro 2011 16:47
-"Tudo bem?"-"Tudo sim . Essa sempre é a resposta
dela.Porque nao importa o que diga, ninguem vai ligar, muito menos
entender.
Ela prefere ficar calada , e fingir que está se divertindo,
mesmo que isso nao passe de uma grande mentira.Ela sabe que é
ilusão achar que um dia isso vá melhorar, mas as vezes ela prefere
se iludir já que a realidade é muito dura.
segunda 21 novembro 2011 14:50
O ódio corrói a alma , agora é inevitável, ele já tomou conta do
coraçao...Quando nao é a raiva por si mesma e pelos outros que a
atormenta é a tristeza mais profunda descrita apenas por
poetas.
Sem motivo, ela quer correr, gritar , esvaziar sua mente, se
livrar da culpa que a aflinge..Ir para bem longe onde ninguem possa
lhe encontrar, se perder e nunca voltar. Ela quer se camuflar no
meio da multidao, ser invisivel, e ao mesmo tempo ela quer que
alguem perceba, que nada estar bem.
Ela espera que alguem se importe, a ajude a salva-lá de si
mesma.
segunda 14 novembro 2011 13:31
Sua face pálida, como o Lua em um céu estrelado, seu olhar tao
intenso quanto de um lobo...ela se olha no espelho tentando
desvendar seus proprios segredos.O beijo da morte é frio,
silencioso quase inexistente, como a brisa de uma tarde de
outono.
quinta 03 novembro 2011 13:56
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